COVIDE
Covide é uma típica aldeia
rural do Concelho de Terras de
Bouro (a 10 km da sede de Concelho e a 40 km da
cidade de Braga). Está inserido na área de ambiente rural do Parque Nacional
da Peneda Gerês (PNPG), de características marcadamente rurais e montanhosas,
onde se situam os núcleos serranos, os campos de cultura que lhes servem
de apoio e os terrenos de pastagens, isto é, os locais onde a permanência
humana é mais acentuada. Nesta área, que rodeando a de ambiente natural lhe
serve de tampão, é possível desenvolver um conjunto de actividades socioeconómicas
que conduzem à promoção e valorização dos recursos locais.

Covide possui assim uma óptima
localização paisagística, ambiental e turística, podendo observar-se toda a
envolvente da ribeira do Homem com os seus verdes campos agrícolas,
predominantemente orientados em socalcos, fruto da adaptação do homem ao meio
na prática de uma agricultura tradicional, que ainda mantém actualmente uma
dinâmica predominantemente orientada para a policultura, para o auto-consumo,
cada vez mais procurada por visitantes e turistas que preferem produtos
tradicionais (ex. carne de barrosã, cabrito, mel, enchidos e fumados, plantas
medicinais e aromáticas) muito
valorizados por um nicho de consumidores urbanos preocupados com a qualidade e a
segurança alimentar.
O povoado de Covide é bastante
antigo, como prova a existência nas imediações de vestígios arqueológicos
importantes (ruínas da Calcedónia, a Geira Romana - antiga estrada romana que
ligava Bracara Augusta a Asturica Augusta ou Astorga, ruínas de uma antiga
atalaia lusitana como ponto estratégico militar devido à proximidade da linha
de fronteira com Espanha). Pertenceu à Comarca de Viana do Castelo, depois à
do Pico de Regalados e após a extinção desta, à de Vila Verde, a partir de
24 de Outubro de 1855, tendo sempre pertencido ao Julgado e Concelho de Terras
de Bouro, com a excepção do período de 14.08.1895 a 13.01.1898 em que
pertenceu ao de Amares por supressão daquele, beneficiando do foral que foi
dado a Bouro em 20 de Outubro de 1514.
A este passado histórico
associa-se um significativo património construído do qual se destaca:
* as ruínas do antigo povoado castrejo e romano da Calcedónia;
* a Geira Romana (milha XXVI) e os seus marcos miliários;
* a Igreja Matriz de 1744 em
estilo romântico;
* a Capela de Stª Eufémia com o seu altar da Renascença e o
"Penedo da Santa" no seu exterior;
* as Capelas de S. Silvestre, a de N. Senhora dos Remédios (na
"Casa da Venda" onde se refugiavam os viandantes que antigamente se
dirigiam à Galiza), a da N. Senhora da Boa Morte, pertença da "Casa do
Passadiço", uma casa de grande importância arquitectónica e histórica,
e as do Calvário e da N. Senhora das Angústias (1887) mandadas executar pelos
naturais de Covide residentes no Rio de Janeiro;
* Cruzeiros ( um em Sá junto datado de 1736 e outro no lugar da Igreja).

O património artístico e
cultural local caracteriza-se pela grande importância económica e social do
artesanato em linho, cuja revitalização e valorização tem sido incrementada
com grande sucesso nesta última década, tendo originado a criação de uma
Associação (Pedras Brancas) que se dedica, juntamente com agricultores e artesãs
locais, à cultura e transformação
do linho têxtil e seu aproveitamento na produção de bordados e tecelagem em
linho, complementados pela tecelagem em lã,
produtos que são já a imagem de marca da Freguesia, graças à sua
qualidade e genuinidade, contribuindo para uma crescente procura e para a
dinamização socioeconómica local, em particular pela ocupação de mão-de-obra
feminina a tempo inteiro ou em complemento à actividade agrícola.
Esta Freguesia pela sua localização,
pelos valores culturais e históricos que representa e pela diversidade
dos seus recursos locais, constitui-se por excelência como uma excelente porta
de entrada e ponto de apoio turístico e logístico aos visitantes do PNPG, pelo
que é importante a recente instalação na aldeia de unidades turísticas de
alojamento em espaço rural, que possibilitam uma estadia tranquila de modo a
usufruir de todas as potencialidades locais.

A óptima localização estratégica e proximidade de Covide em
relação a alguns dos pontos de maior interesse do PNPG é uma das suas maiores
potencialidades, tendo em vista a importância da sua dinamização
socioeconomica, através do desenvolvimento do seu potencial endógeno, e
da prática sustentável de um turismo de natureza
em área protegida, muito importante para a criação de produtos turísticos
de vocação estratégica, neste contexto destacam-se pelo seu valor ambiental,
histórico-cultural e turístico:
* Geira Romana (passa pela localidade);
* Calcedónia (1,5 km);
*
Produção e venda de artesanato (na aldeia);
*
Museu Etnográfico de Vilarinho das Furnas (2,5 km);
* Barragem de Vilarinho das Furnas (5 km);
* Serra Amarela (5 km);
*
S. Bento da Porta Aberta (7 km);
* Albufeira da Caniçada (10 km);
* Mata de Albergaria (6 km);

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